Velha mania.

Você tem andado bem ausente.
Às vezes, eu até tento lembrar seu cheiro.
É inútil, claro, mas eu tento mesmo assim.

Nem sei se ele ainda é o mesmo.
Que diferença faz?

Nem sei se você é o mesmo.

Talvez o seu gosto tenha mudado.
E o perfume também.

E se o seu gosto tiver mudado, você também deve estar diferente.
É... deve ser.
Que diferença faz?

Só queria arrancar você do meu peito e lhe guardar nessas palavras.

Na verdade, eu não quero lhe arrancar de nada.
Nem lhe guardar em lugar algum.
Você está bem, aqui.



1 comentários:

Luiz disse...

nossa, que profundo... aff, haja tragédia grega!!! mas não enntendo como esse texto nunca teve comentário. excelente! kkk

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